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JUROS: TAXAS FUTURAS CAEM APÓS FORTE DEFLAÇÃO DO IPCA E IGP-DI


Fonte: AE | 07/12/2018 11:00 - Atualizado em 07/12/2018 110h00



JUROS: TAXAS FUTURAS CAEM APÓS FORTE DEFLAÇÃO DO IPCA E IGP-DI Os juros futuros operam em baixa, na contramão da alta do dólar ante o real e no exterior, após a deflação maior que a esperada do IPCA de novembro, de -0,21%, ante um aumento de 0,45% em outubro. O dado de inflação ao consumidor ficou abaixo das previsões do Projeções Broadcast (-0,14% a +0,01%). Mais cedo, o IGP-DI de novembro também caiu 1,14%, ante +0,26% em outubro e ficou também abaixo piso do intervalo das projeções (-1,10% a -0,42%). Esses resultados trazem alívio à curva de juros ao corroborar para um cenário de Selic estável em 6,50% na reunião do Copom da semana que vem e por mais tempo. Já o dólar mais forte ante o real e outras moedas emergentes e ligadas a commodities pode atuar com pressão contrária no mercado de renda fixa. O contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2021, mais negociado, indicava baixa para 7,84%, de 7,91% no ajuste de ontem. Já o dólar à vista subia 0,84%, a R$ 3,9138, enquanto o dólar futuro de janeiro avançava 0,88%, a R$ 3,9165.

IPCA DE NOVEMBRO FICA EM -0,21% ANTE 0,45% EM OUTUBRO


AE | 07/12/2018 10h00 - Atualizado em 07/12/2018 11h00



IPCA DE NOVEMBRO FICA EM -0,21% ANTE 0,45% EM OUTUBRO A inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) fechou novembro com queda de 0,21% ante um aumento de 0,45% em outubro, informou hoje o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Foi a menor taxa do IPCA para meses de novembro desde a implantação do Plano Real, em 1994. O resultado ficou abaixo das previsões obtidas a partir do intervalo das estimativas dos analistas ouvidos pelo Projeções Broadcast, que previam de uma queda de 0,14% a uma alta de 0,01%, com mediana de -0,10%. A taxa acumulada pela inflação no ano foi de 3,59%. Em 12 meses, o IPCA acumulou alta de 4,05%, resultado que também veio abaixo das projeções dos analistas, que iam de 4,10% a 4,27%, com mediana positiva de 4,15%. Nesse intervalo de tempo, o IPCA está abaixo do centro da meta de inflação, de 4,50%. Os técnicos do IBGE concedem entrevista coletiva daqui a pouco para comentar os resultados.