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Dólar se mantém abaixo de R$ 4 e volta a fechar no menor valor do ano


Fonte: Portal O GLOBO | 04/02/2016 17h00 - Atualizado em 04/02/2016 20h00



O dólar fechou novamente abaixo do patamar de R$ 4 nesta quinta-feira (4), reagindo à percepção de que o Federal Reserve, banco central norte-americano, não deve aumentar os juros tão cedo. Juros mais altos poderiam atrair para os EUA recursos aplicados em países como o Brasil, aumentando, assim, o valor do dólar por aqui. A moeda norte-americana recuou 0,61%, vendida a R$ 3,8941. Este é o menor valor desde 29 de dezembro de 2015, quando a moeda terminou os negócios a R$ 3,8769. No ano, há queda acumulada de 1,37%. Nos primeiros dias de fevereiro, o dólar já caiu 3,24%. Nesta manhã, o Banco Central deu seguimento ao seu programa diário de interferência no câmbio e promoveu mais um leilão de rolagem dos swaps que vencem em março, vendendo a oferta total de 11,9 mil contratos. Ao todo, o BC já rolou US$ 2,329 bilhões, ou cerca de 23% do lote total, que equivale a US$ 10,118 bilhões. Turbulências nos mercados financeiros globais, dados fracos sobre a economia norte-americana e declarações de autoridades do Fed vêm alimentando apostas de que o banco central norte-americano pode demorar para aumentar os juros novamente. Essa percepção tende a favorecer mercados emergentes, que manteriam sua atratividade diante de juros ainda baixos na maior economia do mundo. Além disso, a queda da moeda norte-americana em relação a outras divisas importantes barateia commodities cotadas em dólar para detentores dessas moedas, trazendo alívio adicional a ativos de países exportadores. "Se todo esse ambiente financeiro difícil que vimos no começo do ano levar o Fed a adiar o aumento de juros, isso pode acabar sendo positivo para nós", disse o operador da corretora B&T Marcos Trabbold à Reuters.

Dólar fecha abaixo de R$ 3,90; Bolsa sobe 3,11%, puxada por alta da Vale


Fonte: Portal O GLOBO | 04/02/2016 20h00 - Atualizado em 04/02/2016 20h00



O dólar comercial aprofundou sua queda contra o real nesta quinta-feira, após ter fechado no menor valor do ano na quarta por causa de dados fracos sobre o setor de serviços dos Estados Unidos. A divisa recou hoje 0,61%, cotada a R$ 3,894 para compra e a R$ 3,896 para venda, a menor cotação desde 29 de dezembro. É também a primeira vez este ano que a moeda fecha abaixo de R$ 3,90. Na mínima, porém, a divisa chegou a valer R$ 3,846. No Banco do Brasil, o dólar turismo era vendido abaixo de R$ 4, a R$ 3,99 (espécie). Já no Bradesco a moeda era negociada a R$ 4,11. Globalmente, o dólar caiu 0,57% contra uma cesta de dez moedas, segundo o índice Dollar Spot, da Bloomberg. Ontem, o indicador já havia recuado 1,68%. No mercado acionário, a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) saltou 3,11%, aos 40.821 pontos. O pregão foi puxado pela disparada das ações da Vale, que acompanhou o desempenho de outras mineradoras pelo mundo na semana em que o minério de ferro avançou mais de 9%. Segundo analistas, as commodities são favorecidas pela enfraquecimento do dólar, com a perspectiva de que os sinais de fragilidade da economia global farão o Fed (Federal Reserve, banco central dos EUA) a postergar os aumentos de juros planejados. — Trata-se de um movimento mais técnico do que atrelado a fundamentos. Nossa Bolsa tem papéis que vinham muito pressionados, e o que acontece hoje é um movimento de correção — disse Ignácio Rey, da corretora Guide. — Tivemos também uma alta do minério e de outras commodities metálicas, o que foi intensificado pela proximidade do feriado do Ano Novo chinês, que fechará o mercado por lá durante vários dias. As ações Vale ON saltaram 14,76% (R$ 10,34) e a PN, 11,35% (R$ 7,75). Foi a maior alta diária dos papéis ON desde janeiro de 1999, e o maior salto da ação PN desde novembro de 2008. A brasileira acompanha a disparada de suas concorrentes pelo mundo. O índice da Bloomberg que reúne as maiores mineradoras do mundo salta 9,60%, a maior alta diária desde 2009. A Anglo American saltou 19,95%, enquanto a Glencore subiu 15,97%. A Rio Tinto avançou 10,27%, e a BHP, 8,27%.